quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Esclarecimentos sobre a Homeopatia

            Quem nunca se deixou levar por idéias do senso comum, que, apesar de não terem embasamento científico, se encontram tão enraizadas no imaginário popular que acabam sendo adotadas como verdades absolutas? É, querido internauta, ninguém está livre de preconceitos e mitos. Mesmo sem querer, algumas vezes nos deixamos influenciar por idéias trazidas por nossos familiares e amigos e acabamos propagando informações equivocadas entre a população.
            Apesar de ser uma especialidade médica de 200 anos, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Departamento Científico da Associação Médica Brasileira (AMB), a homeopatia todavia está cercada por bastante senso comum. Muitos questionam a eficácia dessa especialidade médica e são totalmente descrentes em relação a seus tratamentos.
            Seguem, então, algumas considerações sobre duas opiniões que a população leiga costuma ter com relação ao assunto.

“Quem adere à homeopatia não deve fazer tratamentos alopáticos, para não misturar as coisas.”
            A homeopatia e a alopatia agem por caminhos diferentes. Enquanto a primeira atua com base na  lei da semelhança, a segunda tem por fundamento a lei dos contrários (uso de medicamentos com ação contrária à doença ou sintomas). Cada paciente apresenta sintomas e enfermidades particulares. Em alguns casos, o uso exclusivo de medicamentos homeopáticos pode resolver o problema, em outros, contudo, pode haver necessidade de combinar alopatia e homeopatia. Ambos os tratamentos podem ser complementares, sendo que o uso de um não dispensa necessariamente o emprego do outro.
            Numa urgência hospitalar, por exemplo, em que se tem de socorrer vítimas de um acidente, o uso da alopatia se faz indispensável; no que tange a doenças crônicas, por outro lado, a homeopatia possui grandes vantagens. Além disso, há relatos satisfatórios de pacientes com câncer que tiveram os efeitos colaterais da quimioterapia amenizados com o auxílio de tratamentos homeopáticos.

“Homeopatia é bom, mas demora para fazer efeito.”
            "Cada paciente apresenta um quadro clínico único e um organismo capaz de reagir de maneira diferenciada. Sendo assim, o tempo de tratamento depende da enfermidade apresentada pela pessoa e da forma como o metabolismo dela reagirá aos medicamentos ministrados. Fatores como a idade, doenças associadas e os tratamentos anteriores a que ela já se submeteu também influenciam na resposta imunológica do paciente" (trecho retirado de, com adaptações: http://www.quintessencia.com.br/informes-txt21.html). Em geral, condições agudas (infecções, febre, diarréia) são tratadas mais rapidamente, ao passo que doenças crônicas requerem tratamento mais demorado.
            No caso, por exemplo, de uma pessoa que sofre de enxaqueca há 15 anos e que resolve recorrer à homeopatia, serão necessários provavelmente       2 anos de tratamento. Durante esse tempo, será feito um trabalho para reequilibrar o organismo do indivíduo, de modo que, ao final, ele não precise mais tomar medicamentos para este quadro. Isso não significa, contudo, que a pessoa terá dores de cabeça durante todo esse período ou que deverá tomar os medicamentos de forma ininterrupta ao longo desses 2 anos; apenas indica que o paciente estará sob  acompanhamento e deverá passar por consultas regularmente.
            Caso o indivíduo apresente uma simples gripe, contudo, o tratamento ocorrerá de forma bem mais rápida, sendo que a cura pode ser verificada em até uma semana.

            Espero que vocês estejam gostando das nossas postagens! Esse é um tema bastante interessante para nós e espero que também esteja sendo para vocês. Não percam nos próximos posts mais algumas informações inovadoras sobre a especialidade médica da homeopatia.

Por: Bárbara Fernandes Maranhão

Referências:


http://www.then.com.br/forum/index.php?topic=528.0  - acesso em 06/10/2011 às 21:19


http://www.askdrshah.com/facts.htm -  acesso em 06/10/2011 às 22:50

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